sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Monumento homenageia negros e afrodescendentes


O canteiro central da Avenida Garibaldi ganhou, na manhã desta sexta-feira (28), um monumento pela Década Internacional dos Afrodescendentes (2013-2022). A estrutura, idealizada pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur), homenageia negros e afrodescendentes das diásporas, além de marcar o período - estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) - em que vários países do mundo se comprometem a adotar políticas públicas que contribuam para a igualdade racial.

O monumento, construído em frente ao Centro Médico Garibaldi, é inspirado no Baobá, árvore considerada sagrada para a cultura africana, e nos mapas do Brasil e África. "A nossa intenção foi construir uma imagem que representasse o diálogo entre as nações. A marca representa uma conversa entre o Brasil e a África ao pé do Baobá. Além disso, todos os símbolos unidos formam um rosto, o que completa a nossa homenagem aos afrodescendentes", explicou o secretário da Reparação, Ailton Ferreira.

Além do secretário e também do subsecretário da Reparação, Edmilson Sales, a cerimônia de inauguração do monumento contou com a participação de diversas lideranças de movimentos populares e de autoridades, entre elas o gestor da Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev), coronel Sérgio Raykil. Apresentações de capoeira e da banda da Guarda Municipal deram o tom festivo ao evento. Com a inauguração, completou Ferreira, a Semur encerra oficialmente suas atividades em 2012.

Retrospectiva - Durante a cerimônia, algumas ações da Semur foram relembradas. Na oportunidade, o secretário Ailton Ferreira agradeceu aos parceiros, "fundamentais para o desenvolvido dos projetos estipulados para 2012".

Entre os projetos desenvolvidos pelo órgão, estiveram o Selo da Diversidade, o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), Observatório da Discriminação Racial, Violência contra a Mulher e LGBT, Observatório Racial da Copa, Semur nos Bairros, Mapeamento de Terreiros de Matrizes Africanas, dentre outros.

Algumas dessas ações contam com unidades fixas, que atendem à população diariamente. "Um exemplo é a unidade permanente do Observatório da Discriminação, que funciona no 1º piso da Estação da Lapa. Lá, todo cidadão pode registrar a sua denúncia", comentou Ferreira. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 14h.

Nenhum comentário: