O Carnaval Ouro Negro é importante para preservação da diversidade da festa na capital baiana, que este ano terá no circuito 127 blocos afro, afoxés e grupos de samba, com apoio da Secretaria Estadual de Cultura. “Mas o poder público ainda precisa atuar de forma decisiva para garantir a presença e a visibilidade destas entidades culturais”, ressalvou o deputado federal Luiz Alberto (PT-BA), durante o ‘Bahia Com Tudo’, da Tudo FM(102,5).As entidades enfrentam dificuldade para obter patrocínio privado e ainda são mantidas em horário e locais que inviabilizam sua projeção na mídia eletrônica. “O poder público deve ser regulador neste caso porque a força econômica é excludente”, disse o deputado.
Para resolver esta equação, não bastaria destinar mais recursos financeiros (este ano serão investidos R$ 5,3 milhões), alerta o deputado Luiz Alberto. “É preciso elaborar uma cláusula compensatória para atender às entidades negras e desenvolver uma política de sustentabilidade de forma que elas possam atuar o ano inteiro.

O secretário Ailton Ferreira também participou do ‘Bahia Com Tudo’, nesta segunda (30), e falou sobre importância da pesquisa que é realizada por equipe do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia) da Uneb, em parceria com o Departamento de Educação da universidade, na capital, para diagnosticar a incidência das manifestações de preconceito racial nessa grande festa popular. A pesquisa, intitulada ’Racismo no Carnaval de Salvador’, é importante para compreender o racismo no Carnaval de Salvador, já que uma grande parcela da população negra fica à margem da festa, disse o secretário: “O estudo vai permitir a elaboração de políticas públicas que possam modificar essa realidade”.
“Quando fizemos a defesa dos cordeiros, mostrando que os blocos precisam dar a eles melhor tratamento, os dirigentes das agremiações alegaram dificuldade até para oferecer água a estes trabalhadores”, lembrou o secretário. “Estamos lutando para corrigir estar distorções com a certeza de que uma sociedade que discrimina durante 360 dias, não deixaria de discriminar no Carnaval”.
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